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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Pimi'ró - Pimenta do Curupira







Em algum lugar da floresta uma criatura caminha marcando o chão ao contrário da direção que esta indo. Um vento estranho sopra e começam a cair folhas das arvores e o tempo começa a fechar. Como um relâmpago a criatura desaparece nos meandros das sombras da mata e tudo volta a ficar melancólico e sombrio. Uma fonte começa a borbulhar e as gotas pingam pela rocha iniciando um caminho lento pelo chão úmido e devagar vão recebendo mais gotas e mais nascentes e suas aguas começam a formar um riacho que vai saindo do meio sombrio e recebe uma faísca de luz que começa a iluminar e a mudar o ambiente escuro e arrepiante do interior da mata. O viajante, que esta meio perdido na imensidão do percurso pisca os olhos e começa a consultar a clareira para ver qual será o melhor caminho a ser seguido e de repente encontra uma vegetação que vai se revelando com a luz do amanhecer e ainda apresenta molhada pelo orvalho da manhã quente do verão. Seu espirito se aguça e ele recorda do objetivo que o trouxera até ali.****** Verdadeiro tesouro perdido na imensidão do terreno que aos poucos foi perdendo sua vegetação natural e foi sendo tomado pela erosão do que ficara abandonado já sem o que interessava ao devastador e as maquinas que ali estiveram em busca do que não tinham deixado por lá. O terreno foi devastado para que poucas arvores de maior valor cedessem lugar para um roçado que subsistiu por pouco tempo visto o solo não ter condições de sustentar aquela atividade por longo tempo. Ainda bem que o fogo não tinha chegado até aquele local perdido na imensidão de um mundo avido por realizações rápidas sem pensamento de um futuro duradouro. Um espirito benéfico da floresta tinha deixado ali uma semente preciosa que começava a colorir o lugar dando sinal que alguma coisa ainda poderia gerar um milagre. Esta vegetação raquítica que outrora tinha sido parte de uma vegetação exuberante era o que ainda restava do pouco caso reinante com os menos afortunados e esquecidos.
Essa imensa área de 4 milhões de quilômetros quadrados é limitada a oeste pelos Andes,e ao norte e ao sul pelos planaltos das Guianas e do Brasil. Apesar da vegetação luxuriante a maior parte da bacia é infértil; apenas os 4 por cento regularmente inundados possuem solos fecundos.
Segundo Henry Walter Bates em seu livro O Naturalista no Rio Amazonas ele relata em um trecho deste livro “ Além disso, há muitos sons impossíveis de explicar (…) Às vezes, ouve-se um som que parece uma barra de ferro a bater num tronco oco e duro, ou então um grito pungente que corta o ar da floresta. Esses ruídos não se repetem, e o silêncio que paira a seguir tende a reforçar a impressão desagradável que causam na mente. Segundo os nativos, o responsável é sempre o Curupira, homem selvagem ou espírito da floresta, ente que produz todos os ruídos que não conseguem explicar “
Isto tudo foi dito para que a consciência mostrando um pouco de luz e coletando todas as forças que ainda lhe restam não permita que atos impensados praticados no passado interfiram hoje com esta exuberante floresta que tem certamente mais de 100 mil anos com trechos ainda preservados e com poucas mudanças a não ser as normais da evolução, tenha ainda tempo de mostrar-nos teus tesouros ocultos.
A pimenta em questão esta descrita neste breve trecho coletado dos que por lá andaram e pesquisaram -

A mais interessante, e que nos chamou a atenção, foi o uso de uma pimenta silvestre que nasce naturalmente em serras ou pé-de-serra das regiões do centro-norte e nordeste de Roraima. Para os indígenas, estas pimentas são plantadas em suas roças pelo "Curupira" ou "Ataí-taí". Por causa desta crença mística, esta pimenta recebe o nome simbólico de "Pimenta do Curupira" ou simplesmente "pimi'ró" (pimenta pequena, na língua Macuxi). Esta espécie silvestre é uma Capsicum chinense que posiciona Roraima como um dos centros de dispersão desta espécie nesta região do extremo norte amazônico (ver Barbosa et al. 2002; 2006). “

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Aji de los Andes

       Da semente ate a primeira antese se passaram 122 dias. Esta semente foi retirada de uma embalagem de tempero vendida na Terra do Fogo em Ushuaia. Ao acaso foi retirado uma semente que permanecia sem ter sido triturada e tinha sido desidratada sob o sol dos Andes.   Provavelmente estas pimentas vieram do Chile e pertence a categoria das Aji  pois a flor mostrou ser da família das  solanaceae , do gênero capsicum grupo das baccatum , faltando agora ser determinado a variedade com a observação do fruto que por sua cor e forma vai indicar a variedade.
Aji de los Andes
Anteras de coloração amarelas

   Frutos  - será a continuação em breve